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A importância da gamificação de treinamentos para nova geração


A importância da gamificação de treinamentos para nova geração

A construção do conhecimento em uma plataforma dinâmica e divertida é a grande sacada da gamificação de treinamentos

Se a televisão marcou a geração dos anos 1950, os videogames foram presença marcada para quem nasceu nas décadas seguintes. Ao longo do tempo, as fitas e as televisões em preto e branco se tornaram softwares e aparelhos digitais, mas o espírito de participar de jogos eletrônicos e agir em um ambiente virtual se manteve presente nas práticas de pessoas de todas as idades.

Após algum tempo, os games passaram a ser vistos para além de seu caráter de entretenimento e começaram a ser assimilados em todo o seu potencial. Não é de hoje que jogos lúdicos e conteúdos passaram a ser considerados positivos para o desenvolvimento infantil, já que atraem a criança por serem divertidos ao mesmo tempo em que levavam conhecimento. Para a geração que cresceu jogando videogames, a estratégia já é conhecida e é considerada uma importante parte de seu desenvolvimento.

E quem disse que a prática precisa ser restrita à infância? Já é comprovado que gamificar o conhecimento é uma boa forma de aprendizagem e de assimilação de conteúdos variados. Os próprios Ensinos a Distância (EaDs) fazem isso.

O universo criado virtualmente não só ensina, mas coloca o usuário em situações variadas e força um comportamento que, mesmo sendo simulado, é bastante parecido com o de momentos reais. Tomar decisões, perceber mensagens, identificar padrões, interagir com ‘pessoas’ – tudo isso faz parte das habilidades que são desenvolvidas pelos jogadores durante a participação em um game.

 

Ambiente de trabalho utilizam games para treinar seus funcionários

Não são poucos os jogos em que o usuário deve decidir não somente por si, mas também por outros personagens ou mesmo por grupos e cidades. Ou seja, é preciso considerar o seu próprio comportamento ao mesmo tempo que são consideradas as capacidades, possibilidades e ideias de um coletivo. Em um ambiente profissional, o espírito corporativo é bastante baseado nesse tipo de habilidade.

Inserir regras na forma de games é uma forma bastante dinâmica e atrativa de elaborar um conteúdo voltado para um treinamento. Além disso, o espírito de competição também está presente em ambos os ambientes e, de uma forma ou de outra, poderá ser usado para avaliar os usuários com base em seu comportamento, desenvolvimento e sentimento de liderança e de equipe.

Por isso, gestores já utilizam games em seus treinamentos e dinâmicas para reconhecimento de novos líderes.

 

Games desenvolvem a criatividade e o raciocínio lógico

Não é só o lado corporativo que pode ser abordado em um conteúdo gamificado. Nos campos do conhecimento que usam a criatividade, as possibilidades são praticamente infinitas.

As situações imprevistas atingem um outro nível quando se está em um ambiente virtual em que praticamente tudo é possível. Estimulando os usuários e oferecendo a eles as ferramentas certas, é possível encontrar habilidades incríveis e direcionar a todos com base nas expectativas e demandas que a empresa tem com ele.

A habilidade mais famosa dos gamers é a “carta na manga” para atividades de planejamento ou operacionais. A lógica está presente em cada manobra de um videogame e aciona áreas do cérebro que são capazes de permitir grandes façanhas quando usadas da forma adequada.

Não se trata de condicionar e restringir o raciocínio lógico das pessoas, mas de fazer o oposto: usar o conhecimento básico das noções de lógica, desenvolvidas na prática, para resolver situações do cotidiano profissional. “Sem dúvidas, uma das estratégias mais inteligentes e coerentes para abordar o treinamento e a aprendizagem de uma geração que cresceu com os controles nas mãos e os olhos nas telas dos jogos”, observa Pablo Coelho, gestor da Produtiva, empresa especializada na criação de EaDs.

Além disso, em um jogo, ao se deparar com personagens fictícios, controlados ou não por outros jogadores, é preciso saber interagir com eles de forma bastante peculiar. Assimilar o seu background, seu comportamento e suas mensagens (verbais ou não) para poder regrar suas ações. Parece familiar? É exatamente assim que agimos na vida real. Ao contrário do que muitos pensam, os games também estimulam a inteligência emocional e são capazes de contribuir para situações do cotidiano e nos preparar para situações inusitadas ou desagradáveis que possam acontecer.

Com essa ideia, em um game, podem ser abordadas e trabalhadas todas as habilidades de uma pessoa. Agindo em confluência, a simulação da realidade concreta é bem mais palpável e eficaz do que se pode pensar em um primeiro momento. “Disfarçado com elementos lúdicos, o treinamento com games é capaz de gerar um conhecimento abrangente, duradouro e divertido”, finaliza Coelho.